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Nos acomodamos e o barco seguiu numa velocidade de noventa nós. O dia estava
bonito, apenas nuvens brancas e esparsas no céu.
Viajamos quase o dia todo sobre um mar calmo e verde.
Passamos por algumas ilhas e corais; pudemos apreciar a maravilhosa flora
marinha do Caribe. Eram quase quatro horas da tarde quando o capitão diminuiu a
velocidade e nos avisou para nos preparar-nos. Colocamos os escafandros e
o barco parou junto a uma bóia azul esverdeada que se camuflava na água.
Descemos uns trinta metros e encontramos um grande tubo o qual abrimos a porta e
mergulhamos adentro. Num painel brilhante acionei um botão e a porta fechou-se,
acionei outro e a água começou a sair. Ficamos secos e automaticamente uma porta
se abriu e pudemos passar para uma das escadas. Caminhamos até uma das portas,
esta se abriu e entramos numa sala, onde aguardamos ser recebidos. Uma mulher
vestindo um traje colante nos serviu um suco de laranja e pediu que
aguardássemos. Em seguida entrou na sala um dos seres de Mercúrio.
Cumprimentou-nos e pediu que o acompanhássemos. Passamos por várias salas onde
se podiam ver humanos com roupas de Mercúrio. Paramos numa sala de controles.
Sentamos e ele ligou os computadores à TV e assistimos um relato geral das
realizações da plataforma submarina, todos os barcos e aviões que haviam sido
aprisionados pelo campo magnético, estavam em perfeito estado. (Ali estava a
explicação aos curiosos sobre o Triângulo das Bermudas, ou Triângulo da Morte).
Um campo magnético, de tempos em tempos era ativado, e se houvesse algum avião
ou navio próximo à área ele ficaria preso a esse campo, todos os tripulantes
tinham sido recuperados e agora passavam por um tratamento de adaptação a uma
nova vida. Nos foi fornecido um submarino para seguirmos ao Ártico. Seguimos por
um mar que mudava as cores constantemente até chegarmos ao Ártico. Passamos por
mais uma hora de túnel em alta velocidade até chegarmos à plataforma norte.
Apesar de ser o subsolo do Ártico tínhamos uma temperatura ambiente agradável.
Era realmente fascinante a plataforma. Toda a plataforma numa cor azulada, salas
ovais, muitos computadores e além dos seres de Mercúrio havia humanos trazidos
de todas as partes da Terra. Jovens geralmente com uma idade variável entre 25 e
30 anos, todos usando trajes mercurianos. Os seres de Mercúrio usavam marrom e
os humanos um azul brilhante que os fazia desaparecer perto das paredes. Nesta
plataforma todos já falavam um idioma universal. E nós ficaríamos nesta
plataforma para um estágio. Colocamos nossos uniformes azuis. Veronique ficou
divina. Fomos ao laboratório e fizemos exames gerais, depois passamos à sala de
controles para absorvermos alguns conhecimentos básicos. Passamos durante uma
semana, na rotina de absorver novos conhecimentos. Voltamos então à plataforma
submarina em Bermudas e a lancha estava à nossa espera para voltarmos. Em Belém
estava chovendo muito, fomos para o hotel e o barco voltou para a base.
Alguns dias depois a nave sobrevoou a praça ao lado do cais e
nos sugou para dentro da mesma. Passamos pelo laboratório para exames e nos
forneceram um uniforme de Mercúrio, mas azul brilhante. Fomos para a sala de
controles onde fomos recebidos pela equipe de bordo. Já estávamos fora da
estratosfera e ainda podíamos ver a Terra diminuindo. Passamos por muitos
asteróides, por Vênus, que à primeira vista de passagem não me pareceu nada
com a deusa do amor. Mais um pouco e chegaremos a Mercúrio, informou um dos
seres enquanto tiravam a parte do uniforme que cobria o rosto. Incrível, mas
eram talvez de uma beleza exótica maior do que a que temos aqui na Terra.
Rosto arredondado, pele morena, olhos amarelo-claros, nariz pequeno e boca
proporcional ao rosto. Os cabelos claros; dentes verde claro fosforescente,
orelhas pequenas. Agora sim, nós precisávamos cobrir inclusive o rosto pela
proximidade com o Sol.
Mercúrio ultrapassa toda a nossa lógica, pois têm um povo
saudável que não sente o mínimo transtorno com o calor produzido pela
proximidade com o Sol.
Voltamos mais felizes.”
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