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CAMARÃO

Carcinicultura - criação de camarões.

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CAMARÃO

CRIAÇÃO DE CAMARÃO
O camarão de água doce é, atualmente consumido em larga escala e sua obtenção é basicamente proveniente de operações de cultivo, a carcinicultura. Existem diversas espécies nativas de camarões de água doce com potencial para criação comercial. A espécie exótica Macrobrachium rosenbergii (camarão da Malásia) é a que se encontra mais bem adaptada para a atividade, superando as outras devido às suas características como o rápido crescimento, ser onívora, apresentar alta fertilidade e fecundidade, além de boa aceitação no mercado. 
 

 

Trata-se de uma espécie originária dos paises do Indo-Pacífico (Malásia, Índia, Vietnã) introduzida no Brasil em meados de 1977. O seu ciclo de vida compõe-se de quatro fases: larva, pós-larva, juvenil e adulto. A fêmea produz de 5.000 a 100.000 ovos, dependendo do tamanho, chegando-se ao aproveitamento de 50% dos mesmos. O hábito alimentar deste camarão é onívoro, podendo, inclusive, praticar canibalismo, se a disponibilidade de alimentos for insuficiente. Em cultivo intenso, com ração balanceada, alcança um peso médio de 30 g em seis meses de criação, quando estará em condições de ser comercializado.
Sistema de criação
Existem, basicamente, três sistemas de criação adotados na carcinicultura de água doce. Suas características estão citadas a seguir. Sistema monofásico (baixa tecnologia): é caracterizado por apenas um tipo de viveiro, de terra, usado na recria. Os viveiros são povoados com pós-larvas recém metamorfoseadas, na proporção que varia entre 8 a 10 pós-larvas/m2. O ciclo tem duração média de 6 meses sem qualquer transferência. A sua produtividade estabelece-se entre 1.000 a 1.500 kg/há/ano. Sistema bifásico (média tecnologia): trata-se da manutenção das pós-larvas recém-metamorfoseadas em viveiros-berçário, também em terra. As pós-larvas permanecem nestes berçários durante aproximadamente dois meses, em densidades que variam de 70 a 200 pós-larvas/m2. Em seguida, os juvenis com peso médio de 2,0 g são transferidos para os viveiros de engorda. Ali permanecem por mais quatro meses, em densidades de 8 a 10 juvenis/m2, sendo despescados com peso médio de 25 a 30 g. Tal sistema permite alcançar produtividades próximas de 2.000 kg/há/ano. Sistema trifásico (alta tecnologia): semelhante ao anterior, diferindo apenas pela consideração de uma fase inicial realizada em berçários primários. Neles, as pós-larvas recém-metamorfoseadas são estocadas e, altas densidades (4 a 8 pós-larvas/litro) em tanques de concreto, alvenaria, fibra de vidro, etc. Esta fase tem duração de 15 a 20 dias; seus organismos com peso médio de 0,05 g são transferidos para os berçários secundários, seguindo o manejo descrito no sistema bifásico. As produtividades neste sistema regulam-se entre 2.500 a 3.000 kg/há/ano.
Formas de manejo
Manejo alimentar. Em todas as fases os camarões recebem alimentação artificial na forma de ração balanceada e peletizada, cujos tamanhos das partículas, quantidades e teores protéicos variam de acordo com a faixa de tamanho dos camarões. Rações contendo 40 a 25% de proteína bruta são fornecidas na proporção de 100 a 3% da biomassa total dos camarões, respectivamente para as fases iniciais e finais de cultivo. Estas diminuições nas proporções são gradativas ao longo do tempo de cultivo. Os viveiros escavados no solo oferecem um bom recurso de alimento natural, composto principalmente pela fauna bentônica que compreende as formas larvais e adultas de invertebrados aquáticos. A adubação química ou orgânica dos viveiros é periodicamente praticada a fim de incrementar esta fauna. Manejo hídrico. A qualidade da água deve ser rigorosamente controlada para que as condições ambientais se estabeleçam dentro dos padrões de exigência dos camarões a fim de gerar maior produtividade no cultivo. Teores de oxigênio dissolvido, pH, temperatura e transparência são parâmetros controlados diariamente nos viveiros, enquanto que, dureza, alcalinidade e outros são monitorados semanalmente. Outros manejos. Amostragens quinzenais de camarões são realizadas para avaliar o crescimento dos organismos e obter informações para o cálculo das quantidades necessárias de ração.
Despescas
As despescas nos viveiros de engorda iniciam-se sempre que uma boa parcela de camarões já tenha atingido o tamanho comercial. Isto ocorre geralmente depois de 4 ou 5 meses do ciclo total (berçário + engorda), cuja captura dos organismos é feita através de arrasto com rede seletiva. As despescas seletivas são realizadas a cada 20 dias aproximadamente. Em cada viveiro de engorda se promovem em média 2 a 4 operações. Ao final do processo, geralmente após seis meses de recria, efetua-se uma despesca total, operação em que o viveiro é totalmente drenado e todos os camarões são capturados.
Localização
Os viveiros devem ser instalados em locais onde haja fornecimento de água natural (poços, córregos, rios ou nascentes). Deve-se evitar implantá-los onde há grandes variações de temperatura entre o dia e a noite. O local é considerado adequado quando a temperatura média do mês mais frio é igual ou superior a 20ºC e quando existem ventos constantes e moderados. O terreno deve ser plano ou levemente ondulado, com uma declividade de até 5%. Os solos considerados como ideais para a construção de viveiros são aqueles com taxa de argila variando entre 40% e 70%. Com menos de 40% de argila, ou seja, arenoso torna-se desapropriado em função do seu baixo poder de retenção de água. Com mais de 70% de argila, o excesso de água acumulada costuma causar problemas na drenagem do viveiro, provocando o aparecimento de rachaduras nas paredes dos tanques. O solo ideal deve ter pH próximo a 7,0.
Equipamentos
Nenhum projeto de carcinicultura pode funcionar sem uma infra-estrutura mínima capaz de atender as necessidades gerais de uma produção, assim como suas peculiaridades. Em fazendas de engorda, mesmo que pequenas, alguns instrumentos simples são indispensáveis: disco de Secchi – medir transparência da água, termômetro- medir a temperatura da água, oxímetro – medir o oxigênio dissolvido na água, ou kits para análise química do oxigênio dissolvido, phmetro- para medir o pH da água, redes de pescas, tarrafas, tela protetora usada para proteger a entrada de predadores e saída de camarões.
Matéria-prima
O cultivo de camarão de água doce envolve duas fases: Larvicultura, produção de pós-larvas, Engorda, criação dos jovens a partir da fase de pós-larvas até atingir o tamanho comercial. Portanto podemos considerar como matéria-prima à pós-larvas que deverá ser adquirida em laboratórios especializados. O mercado consumidor é bastante diversificado, podendo-se citar as redes de supermercados, hotéis, restaurantes e lojas especializadas em pescados. Trata-se de um produto nobre, com excelente aceitação nos mercados interno e externo.  O criador de camarão deverá solicitar o registro de aqüicultor junto ao IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). Para obtenção deste registro, o requerente deverá atender a algumas exigências, dentre as quais incluem-se a licença ambiental e a outorga do uso do recurso hídrico. Em alguns estados brasileiros essas licenças podem ser expedidas diretamente pelo IBAMA.
A criação de camarão de água doce vem crescendo muito nos últimos anos, principalmente na região nordeste, mas alguns cuidados devem ser tomados principalmente em relação ao impacto ambiental. Com a construção dos viveiros nas margens dos rios, gamboas, lagos e dunas, imensas áreas de manguezais e de matas ciliares ao longo dos rios vêm sendo destruidas. A utilização de produtos químicos tem provocado a mortandade de peixes, caranguejos, mariscos e crustáceos, fonte de sobrevivência de muitas comunidades. A carcinicultura é uma das atividades que mais consome água. Devido ao tamanho do espelho de água dos viveiros, o índice de evaporação é altíssimo. Para ser ter uma idéia, levando-se em consideração três despescas, utiliza-se de 50 a 60 milhões de litros de água por tonelada produzida. É bastante problemático investir em uma atividade com consumo de água tão elevado.

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