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AVESTRUZ

Grande ave e grande aproveitamento.

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AVESTRUZ

O avestruz vem sendo utilizado para a produção de penas há mais de mil anos. Aparece citado no Antigo Testamento, e o comércio foi intenso na Era Egípcia, Assíria e Babilônica. Também nos tempos das Cruzadas, suas plumas foram trazidas para a Europa e tornaram-se famosos adornos da realeza como das rainhas Maria Antonieta, da França e Elizabeth, da Inglaterra (séc. XVI e XVII). O habitat do Avestruz se estendia das regiões secas e áridas da África, incluindo a África do Sul, África Leste e o Saara, até os desertos do Oriente Médio.

 No entanto a caça excessiva colocou em risco a espécie. Em 1875, devido a grande matança para a coleta de plumas, muitos avestruzes do Norte da África haviam sido exterminados. No final do século XIX, existiam poucos avestruzes no Norte da África e foram considerados extintos na Ásia Ocidental. Depois, desapareceram da Síria e, por volta de 1930 o avestruz quase que é exterminado na Ásia. Foi a domesticação que salvou a espécie. Na África do Sul, em 1863, foram estabelecidas as primeiras fazendas de avestruzes. Destas aves podemos obter uma grande variedade de produtos, sendo os principais:
1) A pele para a produção de objetos de couro. Trata-se de uma pele muito cara dado a sua exclusividade.
2) A carne, muito saborosa, macia e saudável (baixo teor de colesterol e gordura). O abate ocorre aos 10-14 meses, dando cada animal cerca de 40 kg de uma carne vermelha, comparável com a melhor carne de novilho.
3) As penas (plumas) utilizadas pela indústria da moda e ainda usadas como utensílio de limpeza, e adereços de fantasias de carnaval (Brasil).

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A estrutiocultura, como é chamada a criação de avestruzes, foi iniciada no Brasil em 1995, com dois criatórios e menos de 50 casais, por brasileiros que conheceram estes animais quando trabalhavam no exterior. 
Os primeiros exemplares de avestruzes foram introduzidos no Brasil com fins de criação comercial. Naquela época, os potenciais criadores brasileiros ficaram sabendo do grande mercado que se abria em todo o mundo para essa ave, visando ao abate para a produção de uma carne vermelha mais saudável que a carne bovina. 
Em maio de 1996, para atender a grande demanda por informações técnicas que permitissem o desenvolvimento desta indústria, foi realizado o primeiro curso de Criação de Avestruzes e Emas no País, coordenado por Giannoni, M.L. e Morais, V.M., no Campus de Jaboticabal, da Universidade Estadual Paulista (UNESP). 
Ainda no ano de 1996, foi fundada a ACAB, Associação dos Criadores de Avestruz do Brasil, constituída pelos 8 pioneiros da estrutiocultura no Brasil. Com o desenvolvimento dos planteis e a expansão de suas atividades, em 1999 a Associação ingressou no rol de associados da UBA – União Brasileira de Avicultura. 
Neste processo, muitos produtores iniciaram a estrutiocultura sem a coordenação de especialistas e em instalações que, normalmente, não eram adaptadas às realidades da região ou às necessidades de manejo específicas da criação. Junta-se a esta realidade, a falta de informações técnicas, que acarretaram grandes prejuízos para os criadores, principalmente ao se aproximar a época de reprodução e o conseqüente manejo dos filhotes. Esta situação inicial contribuiu enormemente para que se desenvolvessem novas pesquisas e maior procura por informações na área por parte dos criadores. 
Cinco anos depois, no ano de 2000, o plantel brasileiro chegou a 45 mil animais. Entretanto, a comercialização de carne manteve-se incipiente, dados os altos preços pagos pelos animais, em função da demanda por animais vivos, como potenciais reprodutores. 
Com o passar do tempo, houve expansão de métodos e técnicas de criação e maior difusão de informações e tecnologias, aliadas a significativos investimentos no setor, o que impulsionou a criação, que encontra-se em franca expansão com ampla distribuição de criatórios por todo ao país.
Dessa forma, os criatórios vêm se firmando no Brasil, e a criação do avestruz começa a ser uma realidade bem-sucedida e o desenvolvimento da estrutiocultura no Brasil vem passando por uma fase de expansão e crescimento sem precedentes. No ano de 2002, o plantel brasileiro já havia alcançado o número de 80.000 cabeças, distribuídos nas 5 regiões do  país: 44% na região sudeste com 35.000 aves; 25% no nordeste, com 20.000; 19% na região Centro-oeste, com 5.000 e 6% na região sul com 6.000 animais.
Hoje, passados quase 10 anos do início da criação comercial no Brasil, com o desenvolvimento de pesquisas a descoberta de novos métodos de criação e a expansão do mercado, nossos criatórios cresceram e o Brasil apresenta, hoje, um plantel de cerca de 100.000 aves (ACAB, 2004), com crescimento anual de cerca de 50%, distribuídos em várias regiões do país por cerca de 1.500 criadores, com destaque para São Paulo, onde se concentra o maior número de criatórios.
De acordo com a ACAB, esta expansão com a multiplicação do plantel, permitirá o abate em grande escala em aproximadamente 3 anos.
Atualmente a movimenta cerca de US$5 milhões ( R$15 milhões) a cada ano, somente no Brasil, sendo que70% desta renda provém da venda dos animais reprodutores, 25% de insumos e 5% da venda de carne.
Estima-se que o custo de produção/manutenção de uma ave está em torno de US$120 a US$150 por ano, sendo que o investimento inicial na compra de uma ave de 90 dias fica entre R$1.200,00 e R$1.500,00 mil. Já as matrizes de 4 a 5 anos de idade, certificadas e já na 2ª ou 3ª postura, tem seu preço variando entre R$8.000,00 e R$9.000,00.

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